03 Cultura

Saberes que mantêm o Seridó vivo

Ofícios, celebrações e formas de expressão ligam memória, trabalho e pertencimento.Iniciar percurso

Cultura viva · muitas autorias

O patrimônio acontece entre pessoas

Gestos, festas, técnicas e narrativas circulam entre gerações. Este mosaico aproxima experiências diferentes sem reduzir o Seridó a uma única imagem.

Dossiê em destaque · arte sacra · acervo universitário

Devoções do Seridó: fé, território e memória

Criada pelo Museu do Seridó durante os festejos de Sant’Ana de Caicó, a série expográfica aproxima objetos de arte sacra, práticas religiosas e experiências sociais. A proposta reforça os vínculos entre a comunidade, a universidade e seus espaços de memória.

2020 · I Expovirtual

O acervo como caminho para compreender as devoções

A primeira exposição virtual da história do Museu do Seridó foi inaugurada em 28 de julho de 2020, durante o Fórum da Festa de Sant’Ana. A curadoria partiu de cinco peças do acervo de Arte Sacra para interpretar a presença da fé na formação cultural da região.

Consultar notícia da UFRN ↗Consultar a ficha documental →
Procissão histórica da Festa de Sant’Ana em CaicóCatedral de Sant’Ana em Caicó
Procissão histórica e Catedral de Sant’Ana · tempos distintos da devoção em Caicó

Cinco peças do acervo

Imagens mobilizadas pela primeira exposição

O portal registra apenas a identificação divulgada pela UFRN. Fotografias, fichas museológicas e demais dados devem ser consultados diretamente com o museu.

  1. 01Sant’Ana Mestra
  2. 02Sant’Ana Guia
  3. 03Nossa Senhora do Rosário
  4. 04Imaculada Conceição
  5. 05Menino Jesus
2021 · II Expovirtual

A fé em tempos de isolamento

A edição refletiu sobre os impactos da pandemia nas devoções a Sant’Ana e sobre a transformação dos lares em espaços de oração. Organizou-se nos módulos Sant’Ana, Gerações e Devoções em Isolamento, articulando acervo, altares domésticos e tecnologias digitais.

Ver registro do CERES/UFRN ↗
2022 · continuidade

A tragédia como milagre

A série teve continuidade com uma terceira exposição, ampliando a investigação sobre religiosidade, acontecimentos trágicos, promessas e construção social dos milagres no Seridó.

Conhecer a terceira exposição ↗
Memória audiovisual

A exposição também permanece em vídeo

O canal oficial do Museu do Seridó conserva uma playlist da primeira exposição virtual, permitindo acompanhar parte da experiência e sua divulgação.

Acessar playlist oficial ↗

Síntese educativa baseada em informações públicas da UFRN e do CERES. Nenhuma imagem do acervo sacro foi reproduzida.

Dossiê em destaque · saberes alimentares

Doces do Seridó: memória que se faz à mão

O antigo Museu Virtual Doces do Seridó reuniu imagens, textos e registros sobre a produção, a circulação e o consumo de doces tradicionais. Lançado em 2017 e coordenado pela pesquisadora Maria Isabel Dantas, o projeto nasceu de uma pesquisa sobre a doçaria seridoense iniciada em 2010.

Patrimônio cultural alimentar

Mais que receitas: técnicas, afetos e pertencimento

A doçaria traduz relações entre clima, ingredientes, utensílios, trabalho familiar e calendário festivo. O conhecimento do ponto, da textura, do tempo de secagem e do uso dos tachos é aprendido sobretudo pela observação, pela convivência e pela prática compartilhada.

Doce secoChouriçoFilhós com melBiscoitos de gomaFrutas cristalizadas
01

Modos de fazer

Preparar, sovar, rechear, cozinhar, secar e decorar são gestos técnicos que variam entre famílias e municípios, preservando identidades locais.

02

Transmissão

Muitas doceiras aprenderam com mães, avós, sogras e vizinhas. A continuidade depende do interesse das novas gerações e de ações de documentação e ensino.

03

Trabalho e renda

A produção artesanal participa da economia familiar, das feiras, das festas religiosas e da circulação de produtos associados à identidade do Seridó.

Vozes da tradição

Doceiras registradas nas pesquisas

Nomes preservados em estudo acadêmico que utilizou o antigo museu como fonte. A lista é inicial e poderá ser ampliada com autorização e documentação.

  • São João do SabugiZélia Fernandes de Lucena Costa
  • Jardim do SeridóVandilza Gonçalves da Silva Moraes
  • Jardim do SeridóMaria das Dores dos Santos · Dorinha
  • CaicóMaria de Fátima da Silva · Betinha Cafumbó

O domínio original está indisponível. Esta seção é uma reconstrução educativa baseada em fontes públicas e acadêmicas; não reproduz arquivos visuais de autoria ou licença ainda não confirmadas.

Mestres, práticas e lugares

Saberes com autoria e território

Preservar um saber também significa nomear quem o pratica, reconhecer seu lugar de transmissão e chegar à fonte que sustenta cada registro.

01Timbaúba dos Batistas

Bordado do Seridó

Saber artesanal transmitido entre gerações e reconhecido por Indicação Geográfica.

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02São Vicente

Memória dos cachimbeiros

Ofício documentado a partir das lembranças de Dona Elvira e do acervo museal local.

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03São João do Sabugi

Filarmônica Honório Maciel

Música, educação e vida comunitária articuladas por uma referência cultural municipal.

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04Seridó

Oralidade, cordel e previsões de chuva

Formas de expressão que narram o território e atualizam conhecimentos em circulação.

Consultar referência ↗

Participação comunitária

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Dos saberes aos registros

A cultura permanece quando pessoas, objetos e fontes se encontram